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A escola de hoje está preparada para conduzir uma educação para vida?

Num mundo de mudanças constantes e no momento em que as instituições mais importantes da sociedade, a família e a escola, estão com graves dificuldades em oferecer ferramentas adequadas às crianças e adolescentes para crescerem de forma saudável, o Método Educando para a Vida, vem trazer formação para resgatar valores éticos que  conduza à humanização nas relações.

O método privilegia três questões: A primeira, que as crianças aprendam a se relacionar com o mundo, com os outros e com elas mesmas, desde bebês. E que este aprendizado, deve ser guiado. Lembrando que se relacionar com o outro, inclui questões do corpo, das próprias sensações e do consentimento mútuo e como ela se vê no mundo; A segunda, é que o tripé escola – família – criança e adolescente precisam participar ativamente, em parceria para garantir os direitos de aprendizado e de vida. E a terceira, é que se feito em parceria os três envolvidos neste tripé serão beneficiados como um todo.

A Especialista em Educação em Sexualidade Lilian Macri, criou o método com o objetivo de ajudar a criança/adolescente, família e escola a entenderem que as novas tecnologias e as transformações que estão acontecendo no mundo precisam ser enfrentadas. “É impossível educar uma criança como fomos educados há 50 anos. Hoje muitos são os desafios, entre eles a educação em sexualidade, que mais do que nunca se faz necessária, trazendo suporte para o aprendizado desta nova realidade, dos benefícios que podem nos trazer e modos de proteção de nossas crianças e adolescentes”,  para que façam suas escolhas com  autonomia, autenticidade e liberdade.

A Escola é a principal parceira dos pais no que se refere à educação de seus filhos. Da mesma forma que se faz necessário ter um currículo pedagógico em todas as outras áreas, os alunos também têm o direito de ter uma educação em Sexualidade. E quem falará sobre esse tema com eles, é uma questão que também deve ser abordada.

O problema é que a maioria das escolas prefere não lidar com o tema, para evitar conflitos, interpretações equivocadas e por não terem preparo técnico e científico para desenvolver o assunto.

“Não… não precisamos abordar esse tema aqui! Na educação Infantil não temos essa demanda. Esse não é o local apropriado para esse assunto. Esse tipo de educação tem que ser realizada em casa!” Essas são algumas afirmações mais comuns entre os gestores, professores e diretores das instituições de ensino, quando são questionados sobre a Sexualidade Infantil.

Mas, o fato é que a escola tem um papel fundamental na educação em sexualidade.  Os alunos passam no mínimo, de 5 a 6 horas por dia na escola, então praticamente metade do dia eles têm interação com colegas e professores. Dúvidas e vivências também vão acontecer no ambiente escolar.

Segundo Macri é possível estabelecer uma parceria entre família e escola, desde que, a escola tenha alguém capacitado e que possa de forma responsável trazer informação de qualidade e com embasamento científico.

“Nós temos um compromisso muito sério com nossos alunos de nos atualizarmos sempre! Mas, sabemos que oferecer uma educação de excelência implica em muitas frentes: a atualização e formação constante dos profissionais, mas também a formação das famílias para que possamos falar  “a mesma língua” ou que nos aproximemos o máximo possível. A metodologia que a Lilian Macri aplica é de extrema importância, pois queremos derrubar preconceitos, crenças e tabus em relação à educação em sexualidade nas famílias e na escola. Continuaremos esse trabalho com formação à nossa equipe docente”, conta Cibele Renó, diretora e gestora da Escola Pindorama de São José dos Campos.

O Brasil é signatário de vários acordos internacionais para oferecer educação em sexualidade e inclusive por isso, tem obrigação de oferecer este conteúdo de forma  ética. 

Segundo a UNESCO, uma educação em sexualidade feita de forma adequada, baseada em valores éticos, protege contra o abuso sexual, retarda o início da vida sexual, diminui bullyng, aumenta a adesão ao uso do preservativo, diminui a gestação na adolescência, entre outros.

“Minha missão aqui é ajudar a escola e sensibilizar as famílias. Falar sobre como a educação em sexualidade feita de forma ética traz inúmeros benefícios,  esclarecendo notícias falsas sobre o assunto e mostrando como a escola pode ser parceira da família”, explica Macri.

 

Sobre Lilian Macri

Lilian Macri dedica-se a transformar pessoas por meio da promoção do autoconhecimento e da vivência de uma sexualidade saudável. É formada em medicina CRM-SP 99193, pós-graduada em sexualidade pela Universidade de São Paulo, Educadora em Sexualidade pela UNISAL e especialista em Terapia Sexual pela SBRASH.

Atua como colaboradora do Projeto Afrodite da UNIFESP, no ambulatório de disfunções sexuais femininas. Atende em consultório, ministra palestras sobre sexualidade pelo país e é autora do  livro  “Mamãe, o que é sexo? Vem que eu te ajudo com a resposta!.

Lilian Macri participa da 2ª Roda de mães em Taubaté

 A Especialista em Educação em Sexualidade Lilian Macri participará da 2ª Roda de Conversa do Dicas das Mães do Vale, no dia 27 de março, às 19h, na Escola Arco, em Taubaté .

A especialista vai abordar com as mães a Educação em Sexualidade Infatojuvenil e o papel fundamental da família.

Para as mães que queiram levar seus filhos, o encontro contará com recreação para as crianças.

O evento é gratuito e as vagas são limitadas. Inscrições por e-mail: thaisdicasdovale@gmail.com, é necessário informar o nome e o número de telefone.

A iniciativa é do grupo fechado Dicas das Mães do Vale e tem o apoio da  Fotoliê Fotografia, Luna Mel Recreações, Bambuê e a Escola Arco.

Serviço

Evento: 2ª Roda de  Conversa do Dicas das Mães do Vale

Data: 27/03

Horário: Às 19h.

Palestrante: Especialista em Educação em Sexualidade Lilian Macri

Tema: Educação em sexualidade infantojuvenil e o papel fundamental da família.

Local: Escola Arco – Berçário, Educação Infantil e Bilíngue da Elisa Martelli Chaves

Endereço: Rua Argentina, 101, Jardim das Nações, Taubaté.

Vagas: 50

Inscrição: Por e-mail: thaisdicasdovale@gmail.com, é necessário informar o nome e o número de telefone.

Lilian Macri realiza palestra no CRAS de Eugênio de Melo

Em comemoração ao Dia da Mulher, a Especialista em Educação em Sexualidade Lilian Macri realizou uma palestra no CRAS, de Eugênio de Melo, em São José dos Campos.

O encontro foi em conjunto com a fisioterapeuta Viviane Manso, juntas ministraram a palestra: “O portal da vida, inspirando a sexualidade feminina”.

Dezenas de mulheres participaram do encontro. “Participar de uma palestra como essa é importante não apenas para a nossa saúde íntima, mas também para a saúde mental. Tudo isso influi para que tenhamos uma vida boa em casa e na sociedade. Com momentos assim, aprendemos, sem dúvida, a nos conhecer melhor”, afirmou Patrícia Mara de Oliveira, 38 anos, moradora do bairro Galo Branco.

“O importante é lembrar essas mulheres que a maior mudança tem que começar dentro delas, na intimidade, para que a partir desse conhecimento elas possam se sentir empoderadas, saber a força que têm e assim exercer as mudanças necessárias, não apenas dentro de casa, mas fora dela também”, disse a médica e educadora em sexualidade.

Lilian Macri vê retrocesso na nova política de prevenção à gravidez na adolescência.

Educadora acredita que a nova política fere o direito dos jovens e adolescentes.

No início de janeiro foi noticiado por diversos meios de comunicação que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, pretende implantar como política de prevenção à gravidez na adolescência a abstinência sexual, baseada no movimento “Eu escolhi esperar”, criado pelo pastor Nelson Neto Jr. O movimento defende que jovens cristãos esperem o casamento para terem relações sexuais.

Para a médica e educadora em sexualidade Lilian Macri, a nova política vai contra todas as evidências científicas e recomendações de órgãos competentes como UNESCO – Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, OMS – Organização Mundial da Saúde e o ECA – Conselho da Criança e do Adolescente.

“Abstinência é uma escolha pessoal que só pode ser tomada por pessoas com autonomia para tal, isto é, que sabem de possibilidades e riscos de uma vida sexual ativa. Para fazer tal escolha nossos jovens precisam ter acesso a um espaço que fale sobre métodos anticoncepcionais, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, prós e contras de uma vida sexualmente ativa, entre outros. Além disso, a educação em sexualidade serve para discussão de uma série de outros assuntos como consentimento, prevenção de abuso sexual, prevenção de violência de gênero, modelos de masculinidade que é fundamental num país onde homens jovens morrem muito mais em situações de violência na rua e mulheres dentro de casa, trabalhar respeito à diversidade, o Brasil é o país que em números absolutos mais mata, pessoas LGBTQ+ no mundo”, argumenta à educadora.

Macri cita ainda que: como referência científica importante sobre o assunto, existe uma revisão de trabalhos publicados em 2017, na Journal of Adolescent Health, onde se coloca que os modelos de educação baseados na abstinência ferem, inclusive, os Direitos Humanos que definem que todo o indivíduo para tomar atitudes com autonomia precisa ter acesso ao conhecimento ético e científico.

“Além disso, hoje precisamos pensar em “juventudes”, pois temos grupos de jovens em diferentes realidades e que iniciam a vida sexual por diferentes motivos. É importante lembrar que segundo dados da UNICEF 2018, 60% da população de jovens e crianças no Brasil estão em situação de pobreza”, conta.

A médica acredita que para vivenciar a cidadania de forma ativa e ética no dia a dia, o individuo, depende também do conhecimento de si mesmo de forma completa, de suas possibilidades e de seus limites necessários para fazer escolhas e ter práticas de vida saudáveis. Deste conhecimento fazem parte todos os componentes que formam o ser humano, inclusive a sexualidade.

Todo processo educativo precisa seguir critérios estudados e sempre que possível, embasados em conhecimento científico.

“A atitude do Ministério é tendenciosa, baseada em valores morais que não correspondem aos valores éticos que devem ser praticados em benefício da nossa população e fere os direitos de nossas crianças e adolescentes, os colocando em maior situação de vulnerabilidade. Para mim, é simplesmente um retrocesso no caminho de nossa juventude”, lamenta Macri.

Sobre Lilian Macri

Mãe, médica (CRM 99193), pós-graduada em sexualidade pela Universidade de São Paulo, em educação em sexualidade pela UNISAL e especialista em terapia sexual pela SBRASH.

Autora do livro “Mamãe, o que é sexo? Vem que eu te ajudo com a resposta!”, com a proposta de sanar dúvidas, esclarecer o papel da família e da escola, alertar sobre a prevenção de abuso sexual infantil e ajudar pais e educadores, através de uma metodologia, desenvolver uma educação em sexualidade sadia e eficiente.

Atua como colaboradora do Projeto Afrodite da UNIFESP, no ambulatório de disfunções sexuais femininas. Atende em seu consultório e ministra palestra sobre sexualidade pelo país, com foco em orientação de famílias e educadores sobre a sexualidade infantil.

É idealizadora do Método Educando para a Vida, que visa à inclusão da família e da escola na construção de valores éticos com os filhos/alunos, priorizando a humanização das relações e pessoas envolvidas. A ideia é trabalhar os três pilares: família, escola e filhos/aluno.

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